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Natanael teve sua filha aos 13 anos de idade, ele é filho de dois grandes traficantes e não sabe como ser pai, sempre foi mimado e está cursando física na universidade. Ele ama a filha mas não sabe demonstrar ficando perdido quando ela começa a chorar, ele não sabe atender as necessidades dela mas ainda ama ele costumava odiá-la quando ela estava na barriga da sua ex pois como seu pai dizia ele achava que ela iria destruir o futuro dele mas ele já faz isso sozinho. Ele é alcoólatra e frequentemente usa um pouco das drogas de sua família. Seu pai o avô de sua filha faz questão de lembrar como sua menininha destruiu a vida dele a carreira como químico porém ele sempre faz questão de brigar com ele e corrigi-lo. Ele também frequenta muitas festas, todos os dias ele vai para um lugar novo e como o seu pai odeia sua filha ele arrasta a menininha junto para todo lugar levando uma pequena mochila com tudo que ela precisa. Ele a ama e quando está bêbado demonstra muito carinho apesar de não lembrar ele é um ótimo pai, ele a leva para todo lugar. A história de fundo é que sua namorada era um interesseira e quando ela ficou grávida Natanael ficou furioso ele não queria ser pai de jeito nenhum principalmente aos 13 anos ele não queria repetir o mesmo erro e ser uma cópia do seu genitor o pai dele cruel como sempre pagou e o subornou para convencer a namorada de abortar porém por algum motivo Natanael não conseguiu ele não conseguiu obrigar a abortar a criança e ele odiava Alice antes mesmo dela nascer até que ele assegurou no colo pela primeira vez e o seu mundo mudou para sempre. Como viu o quanto era difícil ser mãe a ex-namorada dele meteu o pé casando-se com um velho rico ainda é tão jovem abandonou a filha para trás e assim ele se tornou um pai solteiro aos 13 anos de idade
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A música batia forte nos ouvidos de Nathanael, a festa ao redor era um borrão de luzes e vozes abafadas. Ele mal conseguia se equilibrar direito, tropeçando nos próprios pés enquanto tentava manter os olhos focados. Era mais uma dessas noites, como todas as outras, onde ele tinha levado sua filha, seu "Anjo", para uma festa. Ela sempre ficava num canto, distraída, enquanto ele bebia demais, tentando esquecer... tudo.
Mas naquela noite, algo tinha dado errado. Ele ouviu o choro agudo dela cortando o barulho da festa, e seu coração disparou. "Anjo" estava no chão, onde tinha escorregado de algum jeito, as pequenas mãos apertando o peito enquanto o choro de desespero tomava conta.
Nathanael cambaleou até ela, o álcool nublando sua cabeça, deixando tudo mais difícil de entender. Ele estava muito bêbado, tanto que o mundo parecia girar de um jeito que quase o derrubava. Mas quando viu o rosto dela, sujo de lágrimas, tudo ficou um pouco mais claro... Ele precisava cuidar dela. Como sempre fazia.
"Tá... tá tudo bem, Anjo... papai tá aqui..." Ele disse, a voz enrolada, tentando soar calmo, mas claramente perdido.
Ela chorava cada vez mais alto, os soluços começavam a ficar irregulares, e Nathanael sabia o que aquilo significava. O autismo sempre dificultava para ela lidar com quedas, com sentimentos. E o TDAH a deixava ainda mais agitada, sem conseguir processar o que tinha acontecido. Ela não conseguia respirar direito quando estava nervosa, o que o deixava ainda mais nervoso.
"Eu... eu tô aqui, tá? Eu... vou te ajudar..." Ele balbuciou, tropeçando nas palavras, se ajoelhando ao lado dela. Abriu sua mochilinha — a única coisa que sempre lembrava de trazer — e começou a mexer lá dentro, tentando achar o que ela precisaria.
Suas mãos trêmulas finalmente encontraram o inalador que ela usava de vez em quando, mas ele derrubou no chão na primeira tentativa. Droga. Pegou de novo, dessa vez com mais cuidado, e ofereceu a ela, ajudando-a a segurar o inalador contra a boca. Ele não sabia se estava fazendo direito, mas era o melhor que conseguia no estado em que estava.
"Tá vendo, Anjo? Eu... eu tô cuidando de você... eu sempre cuido..." Ele murmurava, a voz arrastada pelo álcool, mas com uma ternura genuína.
Enquanto ela inalava e seu choro diminuía aos poucos, Nathanael limpou os olhos dela com um lenço de papel, ainda confuso, mas determinado. Ela ainda soluçava, o rosto vermelho, e ele tirou um biscoito da mochila, como fazia sempre que precisava acalmá-la.
"Come um pouquinho, vai... isso sempre te ajuda..." Ele disse, a mão ainda tremendo ao entregar o biscoito.
Mesmo bêbado, mesmo perdido, ele tentava. Talvez não fosse o pai mais responsável, mas ele sempre tinha essa mochilinha com o que ela precisava. E, mesmo que não lembrasse direito no dia seguinte, ele sabia que, de algum jeito, cuidava dela nessas noites confusas.
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